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Sinduscon-PR apresenta balanço de 2009 e pesquisa apontando que 10% dos curitibanos pretendem comprar imóvel até 2013.
O mercado da construção civil fecha o ano de 2009 comemorando a superação definitiva da crise e o amadurecimento do mercado. Esse foi o balanço apresentado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), na segunda-feira. Hamilton Pinheiro Franck, presidente da entidade, explicou que a crise financeira, que teve início em outubro de 2008, redesenhou o mercado. “Fugimos da bolha e da especulação que nos ameaçava em 2008. Houve uma mudança clara de pensamento. Hoje crescemos em um ritmo consistente e equilibrado”, disse. O principal indicador de crescimento está no número de financiamentos de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Dados da Caixa Econômica Federal (CEF) mostram que, de janeiro a novembro de 2008, a instituição havia concedido, no Paraná, R$ 1,32 bilhão de crédito imobiliário. No mesmo período de 2009, esse valor foi de R$ 2,5 bilhões, um incremento de 89%. Os números de Curitiba representam pouco menos de 50% do total de financiamentos concedidos pela CEF. “Esse número sempre representou mais da metade. Mas o retrospecto mostra que o mercado de construção de outras cidades, como Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, também estão em desenvolvimento”, avalia. Para Franck, um dos principais impulsos de 2009 foi o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida que motivou o financiamento de R$ 11,17 bilhões em todo o país. “Embora a faixa de preço do programa se concentre principalmente em imóveis de até R$ 100 mil, em Curitiba há um mercado expressivo para imóveis que vão até R$ 150 mil, mesmo sem o subsídio”, comentou Franck. A reação teve impacto também na geração de emprego. Em outubro de 2008 eram 53 mil postos de trabalho na construção civil em Curitiba e 114 mil no Paraná. No mesmo mês deste ano, o número subiu para 57 mil e 119 mil, respectivamente. A performance do segundo semestre de 2009 deve elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do setor para até 2,5%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 2010, a FGV estima que a construção retome seu ritmo de crescimento de 2008 e fique entre 7,5% e 9%. No Paraná, a projeção também é otimista. O Sinduscon-PR encomendou uma pesquisa, desenvolvida pela 2DO, para analisar a tendência imobiliária em Curitiba nos próximos três anos. “O primeiro número da amostragem aponta que 10,52% dos curitibanos entrevistados pretendem adquirir imóveis nos próximos anos”, diz Marcos Kahtalian, consultor do Sinduscon-PR para a área de mercado. A pesquisa, que deverá manter periodicidade de seis meses, entrevistou 504 pessoas, em vários pontos de Curitiba, com renda média de R$ 2,5 mil mensais. “É interessante notar que essa pesquisa exclui o público que comprará imóveis com o subsídio do Minha Casa, Minha Vida. Se levarmos esse número em consideração, vislumbraremos um mercado ainda mais expressivo”, completou Franck. O estudo mostra ainda que dos 10,52% que pensam em comprar um imóvel até 2013, 83% utilizarão o imóvel para moradia, 11% têm o objetivo de investir e alugar e apenas 6% pensam em comprar na planta para revender posteriormente. “Nosso medo em 2008 era a percepção de que muitas pessoas compravam na planta pensando em revender”, lembra Franck. Segundo ele, uma pesquisa informal junto às imobiliárias apontava para um percentual em torno de 50% de imóveis para revenda. “As unidades voltariam para o mercado de forma desordenada e comercializadas por pessoas sem conhecimento do setor. Com a crise o mercado se assentou também”, analisa. “Com essas informações, os empresários do setor têm mais clareza de onde está o seu público-alvo, e melhores condições de elaborar um bom planejamento de investimentos em novos negócios”, destaca Kahtalian. Proposta Franck citou a proposta apresentada para a Prefeitura de Curitiba para o adensamento das ZR-2. “Há muitas áreas onde se poderia comprar terrenos mais em conta e ter empreendimentos de até quatro pavimentos, mas o fato de ser ZR-2 só permite que se construa dois.” Segundo ele, a prefeitura admite determinar algumas áreas e transformá-las em ZR-4, mas a proposta do Sinduscon-PR prevê que a medida seja válida em toda a cidade. “Se for direcionada, invariavelmente os terrenos vão passar de R$ 150 o metro quadrado para R$ 600. É isso que queremos evitar”, explicou. Fonte: Gazeta do Povo |